sábado, 5 de outubro de 2013

Que país é esse?


Desde junho quando aconteceram as manifestações por todo o Brasil, e já estamos no mês de Outubro, muitas pessoas estão se perguntando onde foram parar os movimentos, afinal é notório que nada mudou e elas não aconteceram apenas por causa do aumento de vinte centavos nas passagens de ônibus.

Então o que aconteceu? Fica claro, em minha opinião, que a maior parte dos brasileiros carece de lideranças que os leve às ruas, de um partido que os represente, pois em meio a 30 partidos aquelas mesmas pessoas não encontram nenhuma liderança ou programa de governo nos partidos para que as desejadas melhoras em saúde, educação, reforma política, reforma eleitoral, etc. aconteçam, caso a maioria vote nesse partido.

O brasileiro provou com as manifestações que não é mais gado, sabe o que quer. Mas não quer ir sozinho às ruas pedir o fim da impunidade ou corrupção. Até porque já se viu nas últimas semanas como boa parte da imprensa ridiculariza movimentos que não levem as ruas milhares de pessoas. 

O mundo mudou. Hoje temos as tais redes sociais, que em segundos repercutem textos ou palavras de ordem para milhões. Não existe mais direita ou esquerda. Existe o certo e o errado e pelo que vejo nas redes sociais, o povo brasileiro optou pelo certo, enquanto os políticos optaram pelo errado. E ponto. Não existe meio termo. Ou não?



Se um grupo de pessoas de bem, que de certa maneira se organize e não só vá às ruas, mas comece a escrever um projeto, sem políticos ou ex-integrantes de partidos políticos, com o que deseja para um país melhor, colocando o que citei como "certo" no parágrafo anterior no papel, o povo brasileiro jamais terá um movimento que o represente e possa fazer frente ao velho modo de fazer política no país. 

Não basta somente sair às ruas. Claro, os políticos ficaram assustados com o povo nas ruas, mas com propostas claras, do que queremos e maneira de se chegar lá, fica bem mais fácil pois lideranças naturais nesse grupo vão surgir e existirão opções de voto. Quem não se depara em toda a eleição com a dúvida em votar no menos pior ou anular o voto? Onde existiu uma eleição nos últimos anos em que  o povo brasileiro foi às ruas para eleger seu preferido, aquele que realmente tinha a melhor proposta e era oriundo de um partido sem indícios de corrupção e impunidade?

Não interessa somente criticar, críticas temos aos montes, seja do prefeito da menor cidade brasileira até o governo federal, mas fazer algo. Mudar. Como em qualquer reunião em uma empresa, a coisa só vai para a frente quando alguém sugere como fazer diferente. E, da mesma forma que em uma empresa, a comunicação de como fazer diferente é essencial, e em encontrar meios de comunicar e fazer acontecer os jovens brasileiros já sabem o caminho.


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