domingo, 16 de setembro de 2012

Quando o imoral é não cuidar da própria carreira



Esta semana, uma matéria do UOL levantou uma série de questões sobre assédio moral e em como o líder da empresa em Curitiba oferecia "vales-programa" com prostitutas para os melhores vendedores do mês (vale a pena conferir também os cerca de 600 comentários da reportagem).


O assédio moral já é bastante conhecido do público em geral, basicamente é quando um líder, chefe, gerente ou coisa assim se utiliza de sua posição em uma organização para humilhar um colaborador. Muitos casos de assédio moral tem vindo à tona, em que chefes obrigam funcionários a dançar na boquinha da garrafa ou a latir .

Assim como é claro em nossas leis não cabe sequer discutir se nossa justiça está certa em condenar determinadas situações. O que venho provocar à reflexão, como no caso desse rapaz da reportagem, é até onde é correto conviver com essa situação por quase 4 anos e não denunciá-la ou simplesmente pedir demissão, assim como devemos refletir até onde o medo de perder o emprego nos faz ter esse tipo de atitude.

Muitas situações no ambiente de trabalho, não só o assédio moral, por muitas vezes nos fazem ter vontade de pedir demissão, como por exemplo o não reconhecimento de um bom trabalho, baixa remuneração, excesso de trabalho, carga horária, falta de ambiente ou equipamentos. Assim mesmo, o que seria óbvio, procurar um emprego melhor, não entra na pauta na maioria das vezes. Preferimos ficar reclamando com os colegas ao invés de, em primeiro lugar, procurar um canal dentro da empresa para tentar melhorar a situação ou procurar outra empresa em que seja valorizado. E o tempo passa, daqui a pouco você está com 35 ou 40 anos e a atitude é a de defender o emprego, custe o que custar.

Também devemos analisar as ambições. Os líderes em geral são pessoas que querem entregar suas metas superadas para a empresa, com o intuito de receber aumentos ou promoções, o "chegar lá" como diriam os antigos. Por vezes, esses líderes não enxergam a lei ou o quanto podem tornar as pessoas insatisfeitas com empresas que são realmente boas para se trabalhar. É muito mais fácil premiar os "melhores" ao invés de humilhar os "piores". Neste caso, o que se deve refletir é o por que desses líderes preferirem esses meios não tão ortodoxos ao invés de ir pelo caminho mais fácil. 

Quando se premia o melhor, automaticamente você provoca ao que não foi premiado o sentimento de querer estar no lugar dele. Se isso é feito com todo o respeito, este profissional que não foi premiado se esforçará mais para ser premiado no próximo mês, ou ele não tem as competências para tal, então cabe ao líder analisar se ele deve continuar na equipe. 

Em minha opinião, muitas das empresas deixam de premiar por acreditarem que isso afeta seus custos, o que leva a alguns líderes cometerem os descalabros que observamos na reportagem. Uma redução de custos no mínimo imbecil, uma vez que não é preciso ser muito inteligente para perceber que o que se paga na justiça é um valor muito maior. As empresas devem rever seus meios de atingimento de metas e se seus líderes são capazes de trabalhar com o que tem na mão. Líderes devem sempre buscar a maximização de resultados através da motivação e da positividade. Quanto ao colaborador deve refletir se a empresa em que está combina com seus valores e se as atitudes de seus líderes refletem esses valores, do contrário, procurar outro emprego é uma ótima solução.

Abraços a todos!
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