terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Inovando com Planejamento


Até meados desta década, os modelos de planejamento adotados pelas empresas eram de suma importância para o desenvolvimento, crescimento e obtenção de lucros das empresas. Em sua maioria, as empresas médias e grandes, que empregam 70% da economia nacional, ainda vinham de uma cultura mais participativa, onde havia tempo para que as mais diversas áreas sugerissem suas previsões de vendas, custos e lucros para o ano seguinte ou no máximo para o próximo biênio.


Com o acirramento da concorrência entre grandes empresas e a necessidade de ganhos de escala para que os custos não tenham tanto peso nas decisões corporativas, os acionistas e altos executivos das empresas passaram a ter maior pressa na realização de lucros e exista uma certa impaciência com projetos de prazo mais longo. Por mais que o discurso seja de que o planejamento é feito de forma correta, não acredito que esta seja uma grande verdade, pelo menos na maioria dos casos.


A Apple e outras empresas de alta tecnologia são tidas hoje como exemplos de inovação, de como cair nas graças do cliente, etc... É impressionante a quantidade de CEOs e executivos brasileiros citando Steve Jobs como mestre da inovação, realmente o era, mas as frases impactantes dele não mudam uma cultura ou trazem mais lucros para uma empresa.


Quem teve a oportunidade de assitir à entrevista dada por Steve Jobs e Bill Gates dada pelos dois em 31/05/2007 e reprisada recentemente pela Globonews lê claramente nas entrelinhas que em 2007 Steve já está pensando em como o mundo será em 2012. Fala sobre Tablets e o sucesso que farão, "cloud computing", etc... 






O que mais se destaca no pensamento dos inovadores em contraponto ao pensamento reinante no mundo das empresas que querem inovar mas parecem não conseguir, é que na entrevista Jobs não fala o que ele pensa e sim o que a Apple pensa. É um erro achar que Steve era um ser onipresente em todas as áreas de sua empresa e que ditava as ordens de como deveria ser a inovação dentro dela. Claro que grandes idéias surgiram da cabeça dele e de Bill Gates mas nem 10% do que existe hoje teria sido feito sem planejamento e sem que as pessoas acreditassem que esse planejamento e essa visão estavam corretos.  Lucro é consequência e demonstra o quanto esta empresa está saudável, mas não deve ser o objetivo principal no planejamento. É o produto que oferecemos ao consumidor.


Parece simples, mas o processo de planejamento correto, onde as diversas áreas estejam integradas, sabendo o que é feito dentro de uma empresa e onde se quer chegar, é muito difícil de ser atingido, mas é determinante para que exista inovação. Ou seja, erram aqueles que acham que o planejamento de uma grande empresa possa ser feito por três ou quatro executivos e depois permeado por toda empresa. É um processo, que envolve um antes, um durante e um depois, com altas doses de comunicação, acompanhamento e reconhecimento.


Em breve, estaremos descrevendo aqui como um processo de planejamento pode ser realizado em empresas de forma a prestigiar a inovação. 


Abraços a todos!

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