quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O individualismo venceu?


Moro em uma rua relativamente movimentada, em um prédio e em andar alto. Quase todas as manhãs sou acordado por um "ser" que resolveu ter um estilo de vida diferenciado, ter uma motocicleta de grande cilindrada, um modelo inspirado em motos antigas e que produz um barulho que beira a ignorância.

Ontem fui à agência bancária que fica próxima à minha casa e por coincidência este indivíduo (juro que ainda não achei uma categoria para me referir a ele) resolveu estacionar sua motocicleta acelerando profundamente ao mesmo tempo em que eu tentava me comunicar com a gerente. Algum tempo depois, por algumas atitudes dele no mesmo ambiente em que me encontrava, percebi que a ignorância não era somente do som do escapamento.

Quando voltei para casa fiquei refletindo, do que leva a um indivíduo a violentar tanto os ouvidos e a paciência de seus semelhantes (eu não disse iguais, não se ofendam). Augusto Comte, um dos pensadores que deu origem à sociologia, dizia que a sociedade sempre procurava buscar o conceito de consenso, ou seja, crenças e idéias comuns a um grupo determinavam as leis de comportamento dali para a frente para todos. Em contrapartida, Émile Durkheim afirmava que fatos mudam o comportamento e que a consciência individual das pessoas e que essa atitude individual (como no caso dos punks dos anos 70) quando não combinava com o comportamento da maioria seria um caminho para a mudança.

Tendo a concordar que a falta de respeito tem mais a ver com a segunda opinião, pois hoje a sociedade não toma atitudes punitivas para indivíduos que ultrapassam os limites em suas atitudes (como um simples olhar de reprovação por exemplo). O tal "politicamente correto" fez isso com as pessoas. Medo de ser acusado de discriminar.

Quanto ao "ser" barulhento, acredito ser fruto do meio que criamos e também de não ter uma mãe idosa que precisa descansar, um irmão doente em um hospital ou ter um bebê recém-nascido emcasa que acorda assustado.

Governo, leis e cumprimento das mesmas hoje em dia ficam em segundo plano. Fábricas podem vender motocicletas barulhentas, afinal geram empregos e aceleram a economia. A crítica também ficou em segundo plano e quem venceu foi o individualismo.

Abraços a todos!
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2 comentários:

megavideosfilmes disse...

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Ronny disse...

É...

Infelizmente é a somatória de cidade se tornando polo mundial + cultura de povo semi ignorante + leis e liderança e fiscalização acomodados e corruptos. CET é indústria de multas e o governo é burocrático, precário, interesseiro e controverso. Só pode dar mesmo nisso... Só reflita: "Já imaginou isso daqui 3-5 anos?"

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