domingo, 2 de outubro de 2011

O desafio dos líderes no futuro


Excelente. É o mínimo que esta reportagem de Patrícia Basílio na Folha deste domingo em seu caderno de empregos merece, na qual debate quais são os desafios de líderes no futuro.

A reportagem aponta, através de pesquisa feita pela consultoria internacional Hay Group, que no Brasil as empresas devem levar em conta em seu planejamento estratégico o desenvolvimento e capacitação de líderes, assim como oferecer a remuneração que eles merecem.

O resultado mais interessante da pesquisa com executivos de 48 países são os desafios desses para 2030 desses líderes, que, sem dúvida alguma, serão Geração Y:

- Globalização: Pensar de maneira conceitual, incentivar decisões horizontais, compreender diferenças conceituais, saber lidar com equipes heterogêneas;

- Individualismo: Flexibilizar regras e redefinir espaço de trabalho, disseminar valores da empresa, personalizar trato com funcionários;

- Avanço Digital (Internet): Capacitar funcionários, explicitar regras para o uso de internet, aprender a liderar remotamente;

- Alteração Climática: Ter consciência ambiental, Avaliar estrategicamente, compartilhar conhecimento ecológico com a equipe, firmar parcerias de projetos sustentáveis;

- Disputa por talentos: Valorizar trabalho em equipe, Motivar funcionários, transmitir conhecimento, promover a ascensão de mulheres;

- Convergência tecnológica: Apoiar inovação, Estar aberto a novas idéias, avaliar eficiência de equipamentos, integrar setores da empresa;

Observem que, embora 2030 pareça estar distante, o mercado evolui diariamente e com ele a concorrência, ou seja, se as empresas não levarem em conta de maneira séria os desafios citados acima na preparação de suas equipes, tendem a pagar um alto preço, sendo obrigadas a recrutar executivos com esse preparo de seus concorrentes.

Sem dúvida alguma, não será possível que empresas tenham mentalidades do século passado, não flexibilizando regras também para que esses executivos sejam aceitos. Acredito que hoje em dia todos, onde quer que trabalhem, já se depararam com um estilo "não-adaptado" de um profissional da Geração Y. Seus horários de trabalho são diferentes, seu estilo de liderança é democrático, aceita melhor as diferenças e não pensa duas vezes em mudar de emprego caso seus valores não coincidam com os da empresa.

Devido a todos estes desafios, fica a pergunta, se é este profissional que não se adapta ou se são as empresas que não estão enxergando a longo prazo que eles é que têm o perfil para lidar com os desafios das próximas décadas. Minha mãe sempre disse, que nascemos com dois ouvidos e uma boca para ouvir mais e falar menos. Se este profissional tem uma crítica, talvez seja a hora de ouvir, pois pode ser que seu concorrente esteja ansioso por isso.

Abraços a todos!


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1 Comentário:

Um Oficial com Espada Própria disse...

Sempre aprendendo com os Vice-Presidentes de Sucesso a exemplo do que diz: "A dificuldade é não só formar e encontrar bons profissionais no mercado mas oferecer a remuneração que eles merecem", diz Paul Fama, 50, vice-presidente da multinacional na América Latina. Valeu por sua importante informação nesta área profissional ok!

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