sábado, 6 de agosto de 2011

"Deus não joga dados com o Universo"


Fico refletindo em como mega-conglomerados, corporações enormes que movimentam bilhões nasceram como empresas menores e se modificaram de tal forma que os donos (claro, podemos chamá-los de acionistas) sofrem com uma total falta de informação. Claro, empresas visam lucros, acima de tudo. Mas, parte de seu patrimônio é informação e esta, de forma predominante, está relacionada a outra parte do patrimônio, que são as pessoas que lá trabalham.

As circunstâncias que cercam demissões ou pedidos de demissão são obscuras no meio corporativo, dificilmente as áreas de Recursos Humanos ou a cúpula da empresa apuram com imparcialidade seus verdadeiros motivos. Se for um caso de fraude ou um email indevidamente utilizado, a informação circula com uma velocidade descomunal, envolvem-se todos no sentido de uma apuração completa dos fatos.

Até o início dos anos 80, existia uma polarização entre patrões e empregados e executivos eram dois ou três amigos do dono que o ajudaram a construir a empresa, dignos de total confiança e que estavam de seu lado da mesa em negociações sindicais. Assim, as informações sobre desempenho, lucro, avaliações de empregados restringia-se a uma sala.

Mas o mundo mudou. Uma enxurrada de formandos de universidades entrou no mercado de trabalho ao longo dos anos e as relações trabalhistas também se modificaram. Além disso, com fusões e aquisições, as empresas ficaram gigantescas e globais e se tornaram sociedades anônimas. Vieram os conselhos de administração para tomar conta do dinheiro do acionista e hoje não são raras diretorias de empresas globais com trezentos ou quatrocentos diretores e milhares de gerentes.

Nada contra esse grande número de executivos, até porque no momento sou um deles, mas a ausência de informações é responsável por boa parte da decadência do modelo de capitalismo que os americanos hoje vivem e o resto do mundo está por experimentar.

Escolhi a frase acima de Albert Einstein para ser título do artigo porque ela traduz o que me parece que os donos do capital se esqueceram. Nada é por acaso. O que está acontecendo agora é fruto de tudo que vemos no dia a dia. Fala-se em descontrole, mas quem deveria controlar? Acho que é uma boa reflexão, que vamos retomar em breve.

O ser humano é complicado e o poder é algo muito complicado, ainda mais no mundo das empresas. Já dizia Abraham Lincoln: "Se você quer conhecer uma pessoa, dê-lhe poder ou dinheiro".

Abraços a todos!

RSS/Feed: Receba automaticamente todas os artigos deste blog.
Clique aqui para assinar nosso feed. O serviço é totalmente gratuito.

0 comentários:

Postar um comentário

  ©Antropomidia | Licença Creative Commons 3.0 | Template exclusivo Dicas Blogger