terça-feira, 19 de julho de 2011

Por que a Nestlé invadiu a China ?


A semana passada foi recheada de notícias sobre fusões e aquisições de empresas. A primeira delas foi o anuncio da unificação das operações no Brasil entre Pão de Açúcar e Carrefour. No final das contas o negócio deu errado e todos os sócios desistiram da fusão, ao menos por enquanto.


Um negócio da China: A suíça Nestlé, comprou 60% de participação na fabricante de doces chinesa Hsu Fu Shi (acho que vou ter que me adaptar cada vez mais com esses nomes). Pagou caro. Mas é a única maneira de entrar em um mercado cerrado politicamente e economicamente, mas que cada vez mais produz qualquer coisa com mão de obra barata. Se a Nestlé quisesse fazer uma fábrica do zero teria que treinar pessoas, negociar com governo e sindicatos. Comprando uma que já está instalada e principalmente chinesa consegue ficar de olhos na concorrência dentro do país e ao mesmo tempo pode ter um produto direcionado à exportação.


Um conglomerado belga chamado Arseus adquiriu a farmacêutica Pharma nostra por US$ 71 milhões. Arseus é o maior conglomerado mundial direcionado a farmacêuticas e equipamentos como cadeiras para dentistas e equipamentos médicos. A intenção da compra é solidificar a liderança.


Por fim, um negócio esperado pelo mercado. A Gol anunciou na última sexta a compra da Webjet, dona de 5% do mercado regional brasileiro, por R$ 311 milhões. O proprietário da Webjet , que é o mesmo dono do grupo turístico CVC, tinha dívidas de cerca de R$ 215 milhões. O principal objetivo desta aquisição seria de que a Rayan Air, empresa de aviação árabe de baixo custo, estaria interessada em entrar no mercado brasileiro comprando parte de uma empresa. Hoje, o máximo que um estrangeiro pode ter de participação em Cia. de aviação civil são 20%. Estuda-se que esse percentual no futuro passe a 49%.


Para que a Webjet não fosse adquirida por árabes, o grupo de Constantino Júnior chega a uma participação de mercado de 40,5% aproximando-se da TAM, que detém 44,4%.


Como se vê, setores diversos vem se consolidando. Não acredito ser um movimento ímpar, pois existem defesas de liderança, conquistas de mercado, entradas em novos mercados, mas o principal motivo deve ser de sobrevivência.


Se a recessão que se configura para acontecer em breve for duradoura, as empresas querem estar mais fortes e em posições mais confortáveis para auferir lucros e determinar ritmos no mercado.


Abraços a todos!

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