quarta-feira, 4 de maio de 2011

Liderança: Quando um não é igual ao outro


É certo que um dos maiores sonhos de quem se insere no mercado de trabalho é liderar. Líder pode ser gerente, coordenador, supervisor, chefe ou coisa assim. Mas se trabalha e se sonha muito para que chegue esse dia. Aquela sensação de “agora é minha vez”, de alguém que obedeceu a vida inteira e agora vai poder repassar o que lhe mandam para alguém fazer é indescritível. Ter uma mesa diferenciada, participar de reuniões, estar naquela lista do evento estratégico ou saber de novidades antes do grupo maior. Poder chegar atrasado e não ter que justificar o ponto. E a vaga na garagem então? Maravilha.


Ser líder é meio como uma função de pai ou mãe. Até que aconteça, a maternidade ou paternidade é linda, é como se fosse mesmo uma promoção feita pela vida. Todos imaginam que é lindo, aquelas cenas com lágrimas de felicidades vistas nos filmes, um bebê lindo no colo da mãe e ela agora pode tudo. Sim. Só quem é pai ou mãe mesmo sabe que a responsabilidade é diretamente proporcional a esse aumento de felicidade. Com um líder recém promovido é a mesma coisa, depois de alguns dias percebe que todo aquele sonho se tornou um grande aumento de responsabilidade.


De maneira geral, líderes recém promovidos não são trabalhados para esse momento e cometem erros em como lidar com seus funcionários. E, como conseqüência, uma das primeiras atitudes desse novo líder é tratar todos os seus colaboradores de maneira igual. Pergunte a um pai ou mãe experientes, com filhos já adultos como seriam seus filhos se todos fossem tratados de maneira exatamente igual. Bem, posso garantir que a maior parte das respostas será teriam educado um filho bem e os demais teriam se tornado monstros. Com colaboradores não deve ser diferente.


Pessoas tem gênios diferentes, isso é óbvio. Então com alguns colaboradores devemos ter mais paciência do que outros. Sim, mas não é só isso, as diferenças não se limitam ao gênio. É preciso que se analisem vários aspectos desses colaboradores. Em um grupo pode se encontrar pessoas mais caladas e outras mais expansivas, assim como em m grupo certamente encontraremos pessoas de regiões diferentes da cidade ou com formações educacionais diferentes. E o líder, de maneira alguma, deve moldar sua personalidade de acordo com o grupo que tem, tratando cada funcionário com uma “persona”* , correndo o risco de ser taxado de falso ou sem personalidade, quando desmascarado perante o grupo.


É preciso muito tato para liderar e agir de acordo com essas diferenças dos colaboradores e principalmente ser transparente. Analisar cada um, seu momento de carreira, suas origens, sua formação, sua motivação, etc.. e também agir de acordo com essa análise deixando claro para o grupo as verdadeiras intenções do tratamento diferenciado. Imaginem a seguinte situação hipotética: um gerente que detecta que uma pessoa tem potencial para sucede-lo e que precisa ensinar-lhe maneiras de resolver um problema e no grupo tem outra pessoa que está feliz com o que faz, não tem ambição, mas entrega seu trabalho com exatidão e pontualmente. É correto que este gerente dispense o mesmo número “x” de horas para os dois funcionários? Certamente um líder de sucesso investirá mais tempo em ensinar a pessoa que tem potencial mas não esquecerá de reconhecer e elogiar o trabalho de quem cumpre suas tarefas.


Isso multiplicado pelo números e “jeitos” de pessoas que um determinado líder tem , aumenta a responsabilidade de ser mais intuitivo e menos lógico, tratando todos com um regra de tempo ou de espaço. Um bom líder é aquele que forma bem seus comandados, reconhecendo um bom trabalho e extrai o máximo de resultado de uma equipe. Depois disso tudo, observem o valor que tem a mesa, o telefone, o carro e a vaga de garagem. É mais ou menos como os pais que tem carros lindos que não deixam ninguém comer uma bolacha por causa do estofamento novo até ter o primeiro filho. Depois do primeiro filho este pode até fazer “xixi” no carro que tudo é lindo.

Persona: Arquétipo, na psicologia analítica, significa a forma imaterial à qual os fenômenos psíquicos tendem a se moldar. C.G.Jung usou o termo para se referir aos modelos inatos que servem de matriz para o desenvolvimento da psique. Fonte: Wikipedia

Abraços a todos!

RSS/Feed: Receba automaticamente todas os artigos deste blog.
Clique aqui para assinar nosso feed. O serviço é totalmente gratuito.

1 Comentário:

@DenyMoore disse...

Luis...

Mais uma vez escrevendo coisas interessantes.

Receber uma promoção sempre é motivo de orgulho, mas nem sempre as pessoas estão preparadas para isso. O “Novo Líder” deverá liderar pessoas que até pouco tempo estavam no mesmo nível hierárquico e isso, para alguns, não é uma tarefa muito fácil.
A grande questão é: As pessoas nascem líderes ou se tornam líderes? Existe “líder nato”? Acredito que liderança é uma competência e pode ser desenvolvida. Formar um líder é a possibilidade de um aprendizado se tornar realidade, desde que o ambiente favoreça. O bom líder deve ter conhecimento, influência, construir relacionamentos saudáveis e saber assumir riscos e responsabilidades. A pessoa que se acomoda, com certeza, vai ser um líder limitado, mas não adianta assumir riscos e errar sempre.
“O bom líder faz com que os homens comuns façam coisas incomuns” (Ricardo Piovan). Ele deve ser justo, nem amigo e nem carrasco, porém trabalhar com as pessoas e conseguir que as coisas sejam feitas através delas.

Parabéns pelo texto, amigo.

Beijos

Postar um comentário

  ©Antropomidia | Licença Creative Commons 3.0 | Template exclusivo Dicas Blogger