terça-feira, 17 de maio de 2011

Torne-se Interessante


Interessante. Se por um acaso você se policiar, verá que ao menos uma vez ao dia utiliza esta palavra. Se não usa com os significados acima, com certeza utiliza em frases como “não me interessa” ou “interessa a quem?”. De qualquer maneira, duvido o leitor já tenha pensado que essa palavra pode ser um dos fatores determinantes em sua carreira.


Se nos anos noventa e nos primeiros anos da década passada falava-se muito em “marketing pessoal”, hoje os profissionais sérios em ascensão procuram não utilizá-la. O termo ficou marcado no mercado por pessoas que procuravam vender-se muito através da imagem e pouco através da competência. Obviamente muitos conselhos de administração e diretorias demoram um pouco a visualizar o ser oco em sua frente. Mas a descoberta é inevitável.


Quando desejamos muito uma pessoa, nos apaixonamos, utilizamos de meios (até a sedução!) para a conquista do ser amado. Dentro do ambiente corporativo não podemos fugir disso. Embora o conteúdo e o aprimoramento do mesmo seja primordial dentre as competências necessárias para um profissional ter sucesso, ele deve tornar-se interessante. Interessar a alguém, ao grupo que faz parte, a seu superior hierárquico ou seus comandados.


É uma reflexão que devemos fazer. Não estou falando de modos de se vestir ou elitizar seus locais de alimentação. E sim de provocar aquele encantamento às pessoas que estão a sua volta. Não existe coisa mais difícil do que tentar promover algo que não se consegue vender. Imagine você estar na praia e tentar vender para as pessoas um picolé de xuxu. Existem pessoas que são verdadeiros picolés de xuxu de tão desinteressantes que são. Podem ser extremamente competentes, ter conteúdo mas não possuem o menor jeito de ser interessantes.


A boa notícia é que você pode tornar-se interessante. Basta ver o que interessa ao outro. Essa é a chave, não é o que te interessa. Você pode ser um sommelier (profissional que é especializado em vinhos) em sua casa mas, qualquer que seja seu interlocutor não o obrigue a entender também, afinal não é obrigado a ter os mesmos gostos que você. Por exemplo, entenda o que interessa a seu chefe em termos profissionais, leia, pesquise, veja se você também se interessa pelos assuntos. No momento em que esses interesses coincidem (sem nunca esquecer que seu conteúdo existir e ser desenvolvido faz parte de uma obrigação sua) fica mais fácil para existir confiança, paciência e uma convivência agradável.


Perceba como em certas ocasiões, determinados organizadores de reuniões deixam de convidar você que é o gerente de uma área e passa a convidar um funcionário. Nem sempre esse funcionário é uma pessoa interessante, mas com certeza você não deve estar interessando muito a essa pessoa.


Abraços a todos!

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3 comentários:

Deny Moore disse...

Querido Amigo,

Após a leitura do seu texto, eu me perguntei: Será que as pessoas me acham interessante???

M i s t é r i o o o o o...

O mercado de trabalho está cada vez mais complexo e competitivo.  Não perder o emprego passou a ser uma das maiores preocupações da maioria das pessoas.  Compete a nós o esforço para que isso não aconteça.
Venda corretamente a sua imagem: "Ser Interessante" e "Parecer Interessante".
Mas...
Você é uma pessoa interessante?
O que é preciso para ser uma pessoa interessante?
Em primeiro lugar, você tem que estar interessado nas coisas, nas pessoas, no seu trabalho, no que acontece no mundo...
Valorize sua vida: Ame sua família, seus amigos, os animais, os pobres, os ricos, "aquela pessoa"...
Seja cortês: procure ouvir e entender as pessoas. Ah! Não esqueça de sorrir... O sorriso é o maior presente que você pode dar para uma pessoa.
Procure não reclamar tanto da vida: Fique longe da Síndrome da hiena Hardy, com resmungos do tipo => "Eu sei que não vai dar certo! Ó dia! Ó vida! Ó azar!"

Lembre-se: Para ser interessante... Você tem que se achar interessante!!!

Beijinhos

Anônimo disse...

Luis,

Interessante demais o seu texto. A vida e feita de mudanças constates e precisamos aprender a companha-las. A maior vantagem competitiva é que temos a capacidade de aprender. Basta voce querer. Faça a sua estrela brilhar!!!
Parabéns pelo seu texto gostei do comentário da Deny Moore, ela é engraçada.

Abraços e sucesso!

Roh

Anônimo disse...

Muito interessante o seu artigo, Luis.
Você tem razão quando fala que a pessoa deve buscar ser interessante.
Não adianta se boa se ninguém a conhece ou se o trabalho não aparece.
Concordo com a Deny Moore, não entre na onda da Hiena Hardy.
abraços.......Ju Santos

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