segunda-feira, 18 de abril de 2011

Primeiro Emprego - Episódio 4 (Final)


Como o blog dedicou-se muito mais a acompanhar a série, fazendo pequenos comentários e críticas quanto ao que faltou dizer, neste encerramento da série é importante reforçar que a intenção do programa “Fantástico” foi muito boa. Como digo sempre aqui no blog, com a velocidade das mudanças e da tecnologia, se não houver muito “coach” de pessoas como Max Gehringer, muitos jovens podem ser demitidos ou se perder pelo caminho corporativo.


Neste último episódio, a série procurou enfatizar o Feed Back, mostrando que nas 4 empresas em que os jovens estagiaram durante 4 semanas, foram realizadas reuniões de avaliação de suas atitudes e dos trabalhos desenvolvidos. A única jovem não formada em universidade, Maila, com carreira técnica, teve um último desafio em que deveria calibrar instrumentos de precisão no laboratório. Sua frieza, rigor, assertividade e concentração foram muito bem avaliados. Ganhou uma série de elogios do presidente da empresa e uma carta de recomendação. A jovem vai continuar prestando concurso público para atuar na área de petróleo.


Aqui, fica uma primeira crítica minha à produção do programa, que misturou uma jovem colegial com universitários, incomparáveis até em momentos de carreira. E não ficou bem claro para o público se a jovem queria ser efetivada ou apenas ganhar a carta de recomendação.


Diego, aquele que estava por 4 semanas na empresa que administra o trem do corcovado fez um último estágio desta vez no financeiro, onde foi extremamente elogiado, sendo citado desta vez como muito rápido, dinâmico e confiante. Lembro que o rapaz já foi elogiado anteriormente na pesquisa com turistas. A empresa lhe oferece um emprego como premiação por tanta dedicação a esse estágio, atuando na recepção de turistas nos trens. Diego prontamente recusou a vaga, prefere procurar oportunidade em sua área.


Gabriela, aquela que na dinâmica de grupo chegou uma hora atrasada e com roupa inadequada, fez um último trabalho com o grupo de mídia da agência, participando da elaboração do plano de mídia da campanha de segurança no trânsito. Neste trabalho recebeu feed back positivo e com elogios à sua atitude, agilidade e desenvoltura. Para a devolutiva referente às 4 semanas, os principais executivos da agência (ponto para o programa!) revelaram os mesmos pontos positivos e um negativo que ela deve realmente observar, que é a falta de estímulo pessoal à criatividade. Ao fim, Gabriela foi contratada como “trainee” da agência.


O personagem mais polêmico, sem dúvidas, foi Fábio. Fábio, competente, que entende de seu assunto (engenharia ambiental), que fez um belo relatório em conjunto com sua chefe e guardou todos os louros para si. Nisso que a “coisa pegou” para ele na devolutiva. E também foi destacado que ele pediu desculpas à chefe e ela o perdoou. O Feed Back final é com sua chefe e com o gerente geral da área na construtora e este começa a falar em despedida, se vê no semblante de Fábio uma tristeza, mas ao final ele é contratado como funcionário (único dos quatro) e recebe devolutivas muito positivas como o seu foco no resultado e dedicação.


Bem, tenho duas considerações finais. A primeira delas diz respeito às dicas deixadas por Max ao longo dos 4 episódios. Valem para qualquer situação. Não fazer inimizades no trabalho, empresas apreciam quem vê o lado bom das coisas, respeitar o chefe, observar o perfil das pessoas que são promovidas na empresa, concentração nos resultados, guarde cópia de seus trabalhos e sempre pedir oportunidade ao invés de aumento de salários. São dicas preciosas e que vão ajudar muita gente mesmo.


A segunda consideração, é que como o programa foi no estilo “Reality Show” existe uma possibilidade de que tenha sido uma degustação. Um teste para ver a reação do público. Digamos que caso as pesquisas de opinião dêem um bom retorno, por que não concorrer com “O Aprendiz” com Max Gehringer sendo o Pedro Bial desse novo programa? Bem, há algum tempo escrevi aqui (agosto de 2009) que o Big Brother perdia a oportunidade de ser educativo. Talvez alguém da Globo encontrou esse caminho.


O desperdício dos Reality Shows (I)



O desperdício dos Reality Shows (II)



O desperdício dos Reality Shows (III)



Abraços a todos!

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