terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Desenvolvimento Sustentável - O Papel da Empresa

A maioria dos empresários associa seu papel em relação ao desenvolvimento sustentável ao replantio de árvores ou apoiar uma causa social. É muito mais do que isso, deve ser um conjunto de ações que estejam direcionados como se a empresa fosse a mínima unidade do nosso planeta, ou seja, com a preocupação de que em seu planejamento estratégico e seus planos de ação os três vértices estejam alinhados, o do desenvolvimento econômico, a responsabilidade social e a preservação do meio ambiente.

Como em quase todas as teorias de administração, concordo que a empresa é um “ser” vivo e em constante mutação. Mas, como fazer uma empresa crescer em um mundo capitalista e ao mesmo tempo não deteriorar o meio em que vive ou a população que ali habita? Não é fácil, mas é factível.

Somente como um exemplo, a Rede Globo cobra cerca de R$ 400 mil por 30 segundos de comercial (em um horário nobre). Uma empresa grande, com um produto de massa faz ao menos uma inserção por dia, o que totaliza um custo de propaganda de 12 milhões por mês. É claro que o retorno de propagandas e publicidades dependem de “n” fatores, mas vamos tomar como premissa que o comercial dê retorno de 30% de consumo. Em um ano, essa empresa terá um faturamento de cerca de R$ 42 milhões.

É claro que uma campanha publicitária é feita durante um tempo e não o ano inteiro e por isso que a conta fecha, gasta-se um valor por 3 meses (R$ 36 milhões) e obtém-se uma venda adicional de R$ 6 milhões. Com essa venda adicional obtém-se um lucro que é o objetivo final da empresa.

Agora vamos racionar de um modo sustentável. A empresa precisa obter os mesmos R$ 6 milhões. Lembrando que este exemplo é meramente ilustrativo, imagine que a empresa resolva utilizar esses R$ 36 milhões em ampliação de seu parque de máquinas (gera empregos, que gera novos consumidores entrantes no mercado, que gera mais consumo, que gera mais faturamento para a própria empresa), em uma bolsa auxílio para os filhos de empregados de baixa renda ou construir a própria escola (gera futuros consumidores, retira futuros traficantes da rua, gera mais segurança para a comunidade), em um controle do meio ambiente em seu bairro, investindo em redes internas de tratamento de água e esgoto (para que a água utilizada dentro da empresa volte para a comunidade já tratada, o que gera uma população mais saudável e que a rede pública gasta menos com doenças e por conseqüência no futuro possa baixar impostos).

Bem, até agora a empresa só gastou e ganhou um pouco só com os empregados novos que contratou e passarão a ter poder aquisitivo para consumir. Então vamos imaginar que uma rede de TV que tem uma retransmissora em sua cidade faça sua parte “sustentável” e tenha um programa de incentivo a empresas que têm programas sérios de sustentabilidade. E até rádios também podem ter esses programas, portanto, o mesmo poder de geração de lucro e com uma parcela de doação à sociedade.

São duas maneiras e uma delas dá muito mais trabalho. Mas o recado importante é que se criarmos algum tipo de comunidade em que empresas trocam “Bônus” ecológicos, ficará resguardada a capacidade de desenvolvimento econômico daquela comunidade, gerando empregos, consumo, cuidando do meio ambiente e das causas sociais.

Abraços a todos!

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5 comentários:

Maria Marçal disse...

Vejas como é difícil obter esta conscientização e se deslocarmos para os cuidados que a população também deva observar, o problema se torna quase inatingível.

Acredito que o governo federal precise aprimorar/regular o controle para este fim.

beijos, Maria Marçal - Porto Alegre - RS

Sissym disse...

Eu vou falar algo que percebo ao meu empenho com ref. a algumas causas sociais e ambientais. Se eu colocar uma piada, eu receberei muitas visitas e comentarios. Se eu trouxer, como fiz esta semana, um projeto de grande importancia para o mundo... tenho que praticamente pedir pelo amor de Deus que venham conferir. Não acontece somente comigo, outros amigos que defendem causas dizem o mesmo.

Se isso acontece comigo, vamos ampliar...

Eu acho que as pessoas falam muito e praticam pouco. Por isso os trabalhos não podem se esgotar. O papel das empresas de comunicação é fundamental para ajudar as pessoas a colaborarem e refletirem.

Saudações.

JORNALISMO ANTENADO disse...

Olá meu amigo Luis, que os donos das empresas de comunicação não te leiam, senão corre o risco de passar por retaliação. Infelizmente eles não querem ou tem interesse de investir mais que o necessário para não dizerem que são omissos. Como a própria Sissym falou quando o assunto é meio ambiente a resistência das pessoas ainda é notada, percebo isso claramente com o projeto. Então o problema é bem maior que pensamos , as empresas não incentivam e tampouco as pessoas buscam a informação a respeito. Essa é a nossa realidade meu amigo.

Beijos no coração

Márcia Canêdo

Anônimo disse...

eu acho que as empresas podiam reciclar o papel ja usado, pois este pode ser reciclado varias vezes...e assim poderiamos preservar a natureza.em muitas industrias sao necesssarias para produzir 1 tonelada de papel 2 a 3 toneladas de madeira, isso e verdade, pois eu pesquisei em varios sites sobre isso.

Pop Blogs disse...

Muito interessante esta postagem!

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