domingo, 27 de fevereiro de 2011

Caos Aéreo - A solução é a inovação


Muito se fala em falta de investimento e falta de planejamento de Governos Estaduais e do Governo Federal no que diz respeito ao assunto Caos Aéreo. É óbvio que se houvessem mais aeroportos e mais investimentos a longo prazo seria muito mais fácil resolver o problema. Mas, embora essa “detecção óbvia” exista, as atitudes não são tomadas. Por que? Porque a conta não fecha. O problema maior nem é o de investimento em infra-estrutura (aeroportos, pistas, etc...) A maior dificuldade dessa operação consiste em que se (por exemplo) aumentarmos o números de Slots (posições para pouso e decolagem de aeronaves) nos aeroportos existentes e novos aeroportos em 30%, isso significa que a Infraero terá que inflar sua folha de pagamento em 30% “para sempre” e também suas despesas como água, luz, telefone, manutenção de equipamentos, etc...

Muitos vão falar em privatização. Sim, privatizar parece bom. Desde que tenha o que se privatizar. Você não pode privatizar algo que não existe. Hoje, as cias. aéreas pagam uma espécie de aluguel pelo slot para a Infraero. É um mercado sensível, de demanda. Quanto mais barata a passagem de avião, mais gente voando. Oras, se eu privatizo um aeroporto isso significa que a empresa que o comprou terá que gerar receita de algum lugar, cobrando das cias. aéreas. Assim, como conseqüência, passagens mais caras (as empresas vão repassar o custo) e menos passageiros. Por esse motivo, o assunto privatização de aeroportos não é muito bem explanado pelas autoridades. Ninguém quer. É muito diferente de bandas de celular. Não existiam consumidores, as empresas que entraram na privatização sabiam que 150 milhões de brasileiros teriam celulares em 10 anos. Hoje as cias. aéreas já voam e já transportam.

Bem, e como resolver a equação? Menos de 5% dos vôos diários que saem do aeroporto de congonhas hoje (um dos maiores gargalos de tráfego aéreo do país) são de longa duração. A maior parte é de vôos com duração de uma a três horas. Já perceberam o tempo que as aeronaves perdem paradas entre a chegada e a saída para um novo vôo? Quem nunca pensou que pela demora entre a chegada ao aeroporto e a decolagem da aeronave “já poderia estar no destino”?

Sou um leigo no assunto. Acredito que estudiosos e conhecedores possam fazer um estudo muito melhor que este. Até porque não é o caso de em poucas linhas se resolver um assunto que aflige muita gente. Até por sua vocação, São Paulo tem a maioria de seus vôos chegando ou indo para o Rio de Janeiro. Por que não estabelecer uma fila única de embarque para todos os passageiros que, por exemplo, estão indo para o Rio de Janeiro e embarcá-los já colocando na aeronave que está disponível para o Rio de Janeiro. Claro, seguindo todas as instruções que as normas nacionais e internacionais mandam, mas sem espera, pois no modelo atual você pode ter 149 passageiros que chegaram 2 horas antes e 1 que chegou em cima da hora e está fazendo o check-in. Esse único passageiro causará a espera da aeronave, etc.

Outra coisa que pode ser feita é que para vôos assim, diretos e com uma hora de duração não existam poltronas marcadas. Quem entrar primeiro na aeronave senta no último lugar. Estabelecendo-se isso como norma. Em meus últimos vôos pude observar (a natureza do ser humano é triste), pessoas que vão sentar nas primeiras fileiras do avião querendo entrar logo, estorvando 140 passageiros e estes também procurando suas poltronas e causando esperas de 15 a 20 minutos. Não olhem pelo lado da crítica e sim pelo lado da idéia. Sentou todo mundo rápido, fecha a porta e vamos embora.

A principal idéia deste texto não é a de resolver o problema. É a de estimular cérebros a inovarem. Fazer diferente para quem está acostumado a resolver o problema somente com investimentos e criando dívidas não é fácil. Mas é possível. Tenho certeza que homens que trabalham com logística na iniciativa privada podem achar facilmente soluções que, talvez tirem o conforto de alguns que não se importam com a maioria, mas acelerem o embarque e desembarque de passageiros.

Abraços a todos!
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