domingo, 9 de janeiro de 2011

Ela é a executiva. E agora?


Mesmo que ainda uma minoria no círculo de poder das empresas, aconteceu uma certa ascensão feminina aos cargos executivos nas duas últimas décadas. Lembro-me de quando iniciei e a única mulher em cargo executivo do Banco em que trabalhava era a minha gerente. Muita desconfiança a respeito de sua competência. Piadinhas, indiretas e o pior. Muitos homens, inclusive pessoas de cargo importante, dizendo que não daria certo.

O tempo passou e as coisas mudaram. O homem também mudou um pouco, mas não o suficiente. Enquanto a mulher mudou muito, adquiriu segurança, auto estima, investiu no auto desenvolvimento, foi ocupando um espaço cada vez maior na estrutura das empresas, nós homens fizemos diferente. Fingimos. Se existia algo que irritava profundamente um homem no passado, era uma mulher revelar que fingiu orgasmos com ele.

O homem fingiu ali. Fingiu entender e aceitar dividir. Disse que abriu mão de sua vaidade e de seu poder para dar espaço à mulher. Mentira. O homem não acreditou e não acredita não ascensão da mulher a cargos importantes nas empresas. Enquanto isso elas investiram na carreira, desenvolveram seus sentidos mais aguçados e utilizaram sua intuição na gestão dos negócios e das pessoas. E o indivíduo do sexo masculino parou. Parou no tempo, continuou daquele jeito, “saindo para caçar”, de modo selvagem buscando seus objetivos.

Como na maioria das empresas o presidente ainda é um homem e a maioria ainda pensa assim, o percentual de mulheres que ocupa cargos de diretoria não chega a 10%. Mas imagine lá em casa como a coisa funciona com esses 10% de mulheres. Ou o cara tem uma cabeça desenvolvida (não necessariamente um executivo ou um homem com poder) ou a coisa não funciona direito. A idéia de sua parceira ter mais poder que ele deve apavorá-lo. E gerar conflitos.

A mulher utiliza seu poder de escolha. Sempre. Seja no sentido bíblico da palavra, seja em como vai conduzir sua carreira. O menor indício de insegurança e a executiva cai fora. Além do que, para cuidar de filhos, etc hoje em dia existem profissionais para isso. Aliás, para quase todos os serviços pertinentes a um casamento. Ou seja, esse companheiro que tem uma executiva como sua esposa deve entender e fazer parte de sua vida corporativa.

Fazer parte significa ser companheiro, entendendo horários tardios de chegada, reuniões em finais de semana e viagens pelo país e exterior. Esse mundo ainda machista deve tentar buscar um aperfeiçoamento para que não seja eliminado pela seleção natural. Inspirar-se buscando seu próprio lado feminino, buscando aqueles sentidos mais aguçados e sua intuição preservará a sua competitividade nas empresas. Em casa, encarar uma esposa ter um cargo acima do seu e ganhar mais do que ele será sinônimo de preservação da instituição chamada casamento.

Abraços a todos!
RSS/Feed: Receba automaticamente todas os artigos deste blog.
Clique aqui para assinar nosso feed. O serviço é totalmente gratuito.

4 comentários:

Soraya disse...

Tô sempre com vc, seguindo sempre.

JORNALISMO ANTENADO disse...

Oi querido Luiz, primeiramente parabéns pelo novo layout do bloguer, ficou lindo. Ando querendo mudar minha template também e acrescentar algumas coisas, mas como euzinha num sei fazer isso, vou aguardando.

Bom sobre seu texto, infelizmente meu amigo ainda vivemos numa sociedade altamente machista e muitos homens não aceitam ter uma chefe mulher ou pior ganhar menos que sua companheira.
As mulheres estão sim a cada dia alçando novos voos , buscando se profissionalizar, melhorar seu currículo, enquanto muitos homens param no tempo. Como você tão bem colocou no texto uma mulher que casa , forma uma familia e ainda assim trabalha fora nem por isso deixa de ser menos profissional que seu marido e no entanto sofre muita discriminação dentro e fora de seu lar.

Parabéns pela "casa nova" e pelo excelente texto.

Beijos no coração

Márcia Canêdo

DenyMoore disse...

Luis!
Seu artigo veio para responder uma pergunta que não quer calar...

Por muito tempo as mulheres foram consideradas, pela sociedade, como “Seres Inferiores” devido ao machismo existe até hoje.
Os tempos mudaram e as mulheres tiveram que lutar para provar sua capacidade profissional. Os movimentos feministas contribuíram para o avanço das mulheres em nossa sociedade.
Não é fácil para uma mulher crescer profissionalmente sem sacrificar a maternidade e sua vida pessoal. Por mais que a nossa sociedade promova a idéia de direitos e oportunidades iguais, a luta é grande para provar o seu potencial. Para amenizar esta situação, “Ela” precisa contar com o apoio de um parceiro muito importante... “O Homem”.
Nós mulheres: lutamos para crescer profissionalmente, enfrentamos barreiras para conciliar a responsabilidade familiar/doméstica com a vida profissional e ao invés de ganharmos “parceiros”... somos discriminadas!
Neste momento eu pergunto: Por que as mulheres são discriminadas no mundo corporativo?
O artigo “Ela é executiva. E agora?”, nos mostra claramente a resposta para aminha pergunta:
Segundo o autor, o homem não aceita ver a mulher competindo com ele no mercado de trabalho. Isso significa Medo!
O homem viu seu trabalho ser progressivamente desvalorizado e sentiu-se prejudicado... Já a mulher, percebeu e cresceu.
Espero que um dia os homens reconheçam o potencial das mulheres e passem a valorizá-las ao invés de criticá-las.
Luis, adorei seu artigo... principalmente pela sua sinceridade ao discorrer sobre o tema (não teve medo). Gostamos de homens assim: sinceros e sem medo.
Parabéns pela escolha do tema.
Parabéns pelo visual novo do seu Blog, diga-se de passagem... você tem bom gosto.

Beijos
@DenyMoore

Flavia disse...

Aprendi muito com você! Hoje sou executiva, mas há dez anos atrás quando nos conhecemos o mundo era outro! Você é um arraso! Amei seu blog, sou sua seguidora agora! Estranho o mundo dar essa volta e hoje eu trabalho em uma Web Agency, tudo a ver com seu universo! Mtos beijos e sucesso! Flavinha ;)

Postar um comentário

  ©Antropomidia | Licença Creative Commons 3.0 | Template exclusivo Dicas Blogger