sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Desenvolvimento Sustentável - A Agenda 21


Como foi mostrado no artigo anterior, as três visões utilizadas para se chegar ao desenvolvimento sustentável são a proteção ao meio ambiente, a justiça social e eficiência econômica. Seria muito difícil quebrar essas visões em três artigos, uma vez que estão interligados. Vamos dizer que a estratégia é essa, onde 179 governos aceitaram . E o plano de ação para execução da estratégia é a Agenda 21.

São quarenta capítulos com os devidos planos de ação. A idéia é de que cada unidade (seja uma empresa, cidade, estado, governo) tenha suas metas e que através do atingimento de cada uma das metas se alcance o desenvolvimento sustentável. Esses quarenta capítulos estão divididos em um preâmbulo e mais quatro seções. São elas:

- Seção I – Dimensões sociais e econômicas
Trata dos planos de ação relacionados às dimensões “social” e “econômica” e de sua interação com a “ambiental”.
A cooperação internacional (financiamentos) para fortalecer e acelerar o desenvolvimento sustentável de países em desenvolvimento, uma vez que estes sacrificam (em teoria) muito mais seus recursos naturais e humanos em função da necessidade de um crescimento rápido. Por consequência, nos países pobres o foco é direcionado para as necessidades básicas do ser humano: A saúde e a luta contra a pobreza. Cita-se também a dinâmica demográfica, o desenvolvimento de recursos humanos, evolução das modalidades de consumo, em que fatores como o estímulo ao controle de natalidade e à educação estão entendidos de forma subliminar (talvez para naquele momento não existir um conflito de idéias religioso ou político).

- Seção II - Conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento

Ar, terras, água doce, mares e oceanos, florestas, suas divesidades biológicas e a consequente biotecnologia são foco da proteção por parte dos planos de ação, uma vez que são os planos relacionados ao meio-ambiente. O termo “Gestão ecologicamente racional” aparece em vários planos relacionados a lixo tóxico, rejeitos e produtos químicos, onde a palavra gestão já dá o direcionamento que não significa “fim”. Ao longo da história a raça humana adquiriu hábitos com relação à comodidade, como por exemplo o telefone celular. Se queremos um desenvolvimento sustentável, isso não significa que defenderemos o fim do uso do telefone celular para que os resíduos sólidos de suas baterias não sejam enterrados próximos a rios e contaminem a água da terra. Precisamos se racionais com sua produção e gerir o trato com os rejeitos e resíduos da produção de forma a que as futuras gerações não sejam impactadas por essa comodidade. Isso é gestão ecologicamente racional.

- Seção III - Fortalecimento do papel dos grupos principais

Esta seção trata dos grupos que são mais importantes para que o desenvolvimento sustentável seja atingido. A mulher, a infância e juvetude, os índios, sindicatos de trabalhadores, comercio e indústria (empresas) e agricultura. Os alvos a serem atingidos foram descritos nas seções I e II e os grupos de pessoas que chegarão a esses alvos estão descritos nesta seção.

- Seção IV - Meios de execução

Quais são os mecanismos de financiamento, transferência de teconologia, ciência e educação e os meios jurídicos para se atingir o desenvolvimento sustentável.
Se as seções I e II são os alvos, a III são os arqueiros, nesta seção temos os arco e flecha.

O mais incrível em analisar o que é sustentabilidade e desenvolvimento sustentável, é identificar que há quase 20 anos foi feito um trabalho muito sério, detalhado e focado. Após o advento da RIO-92 e da Agenda 21 cada país ficou responsável por sua “agenda 21 – local”, que seria identificar dos 40 pontos quais seriam prioridades em cada um dos 179 países e localmente identificar metas para se atingir essas prioridades.

Uma empresa é uma unidade em cada um dos locais em que a Agenda 21 é ponto de partida para o desenvolvimento sustentável. Hoje, sabe-se que no mundo corporativo, o fator “imagem” importa muito na avaliação de uma empresa, tanto no ponto de vista do consumidor que adquire seus produtos como no interesse de um eventual comprador de ações. Os próximos artigos vão tratar quais dos planos de ação podem ou devem ser o foco de empresas em seu planejamento estratégico e qual o impacto deles na imagem e resultados de uma empresa.

Abraços a todos

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2 comentários:

Fatima Zanin disse...

Desenvolvimento sustentável, depende de todos nós e governantes.
Parabéns pela matéria.

Marivan disse...

Espero que saia do papel,
se sim haverá uma esperança,
se não!!!! Deus que nos acuda.....

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