domingo, 22 de agosto de 2010

Porque a Lan Chile se associou com a TAM


O leitor do Antropomidia já se acostumou com os artigos sobre fusões e aquisições que escrevo. Este artigo é um pouco mais difícil de comentar pois não sou lá grande entendedor da economia chilena e principalmente de suas empresas aéreas. Mas de qualquer forma vamos tentar esclarecer o assunto.

A TAM anunciou à comissão de valores mobiliários (CVM) em 13/08/2010, a associação com a empresa aérea chilena LAN Chile, criando a LATAM, maior empresa do setor aéreo da América Latina. É uma fusão com receitas anuais da ordem de R$ 8,5 bilhões (dados de 2009) e 45 milhões de passageiros.

Até aí tudo bem. Não fosse a LAN Chile três vezes maior que a Cia. brasileira.. A LAN opera em mais de 70 destinos e tem subsidiárias em praticamente toda a América Latina, como a Lan Peru, Lan Dominicana, Lan Ecuador, Lan Argentina, além de outras subsidiárias como a Lan Cargo, Lan Express, MasAir e Florida West International Airways. A Lan tem 11.173 funcionários.
Aí que a coisa pega. A TAM tem cerca de 30 mil funcionários e é três vezes menor em patrimômio e tem metade das aeronaves e do mercado de cargas. Embora tenha a maior fatia do mercado no Brasil vive uma crise de identidade entre a excelência nos serviços oriunda de seu criador e a atual competitividade das barrinhas de cereais. Teve um enorme prejuízo operacional no primeiro trimestre de 2010.

Se existir uma futura absorção e consequentes ganhos de sinergia veremos com o passar do tempo, mas quando uma gigante se une a outra é muito interessante observar a qualidade das duas. E seus objetivos. É óbvio que o Brasil será um país promissor no mercado de passagens aéreas até 2016. São vários eventos, incluindo Conferência mundial da Bio-diversidade (2012), Copa das Confederações (2013), Copa do Mundo (2014), Olimpíadas (2016). Existirá uma descarga gigantesca de dinheiro do governo federal na construção e ampliação de aeroportos e segundo alguns analistas esse mercado vai triplicar.

Pelo menos duas cias. Estrangeiras Ryan e Virgin já estão sondando autoridades brasileiras a respeito desse investimento em infraestrutura e o Governo Federal sinaliza com a liberação de 49% de capital para cias. entrangeiras poderem operar no país. Hoje, o máximo desse capital só pode chegar a 20%.

Perante esse cenário que a situação fica mais clara, pois a competitividade do setor vai aumentar, tarifas vão cair e provavelmente a alta direção da TAM preferiu se associar a um grupo forte e com poder para competir de igual para igual com as concorrentes. Da mesma forma, a Lan Chile ganha um mercado em expansão e começa primeiro que as outras.

Abraços a todos!
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1 Comentário:

Denilton "Pé" disse...

Olá Luiz a tempo não passava pelo seu blog,andei sm tempo agora estou retomando os comentarios,achei muito interesante e esclarecedor seu post,confesso que não entendo muito a respeito do assunto,mas gostei da forma na qual esclareceu.
Abs!

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