sábado, 14 de novembro de 2009

Fernando Collor, 20 anos depois de eleito


Fernando Collor de Melo. Atual Senador da república. Eleito em 15 de Novembro de 1989, a primeira eleição direta depois de 30 anos de ditadura no Brasil. Assisti a esta semana no “Globonews Dossiê” a uma entrevista com Cleto Falcão, um dos organizadores de sua campanha e o ex-deputado federal (e atual assessor parlamentar em Alagoas) revelou alguns detalhes da campanha até então não conhecidos do grande público, que Antônio Ermírio de Moraes teria doado US$ 3 milhões para a campanha, que a decisão de veicular a filha que Lula teve em um relacionamento com Miriam Cordeiro foi exclusivamente de Collor, que ficaram cerca de US$ 50 milhões de sobras de campanha nas mãos de PC Farias e até insinua um romance entre o já presidente e a Ministra da Economia na época Zélia Cardoso.
Também nesta semana no portal UOL, assisti a uma série especial do portal “eleições 1989”, com duas entrevistas com Fernando Collor sobre as eleições, onde ele toca em assuntos como a campanha, os debates, Silvio Santos, Leonel Brizola, Lula e o caso Miriam Cordeiro, que mudou o resultado das eleições. Para se ter uma idéia, após o primeiro debate do segundo turno, o Ibope colocou Lula apenas 1 ponto atrás de Collor, pois o candidato do PRN foi muito mal nesse debate. O caso Miriam Cordeiro virou o resultado, pois durante os dias que antecederam o segundo debate a mídia televisa não falou de outra coisa e Fernando Collor foi muito bem neste debate. Lula perdeu a estrutura na reta final da eleição.


Para os mais jovens é muito interessante revisitar este assunto, pois deu no que deu. Não que eu seja fã de Lula, mas existia um sentimento entre os mais jovens na época que algo não ia bem. Tanto que em 1992, Fernando Collor deixava a presidência após denúncias gravíssimas de corrupção e favorecimento explícito de amigos e parceiros.

O que reflito após rever estas cenas da época (que contém Maluf, Brizola, Gabeira, Ronaldo Caiado, entre outros) é que pecamos pela inexperiência de uma virgem dentro de um puteiro. Elegemos Collor por medo e tanto que após 12 anos elegemos Lula. Para o bem ou para o mal, isso aconteceu e foi mais um degrau de amadurecimento da democracia. E a lição tem que ser relembrada sempre, pois os lobos estão sempre à espreita. Experimente dar uma chance de popularidade a Collor para ver se ele não quer voltar a ser presidente e se o pessoal não aprendeu a lição volta mesmo.



Abraços a todos!

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6 comentários:

Renato Tarantelli disse...

Dinheiro confiscado, Impeachment e muitas outras coisas e... bem, ele continua na atividade.

Viva a nossa legislação, que prende apenas ladrões de galinha.


Abraços,
Renato Tarantelli

Principe Encantado disse...

Ótimo artigo.
Abraços frote

Merciasz disse...

Luis...tb concordo com vc.
A política tem mais mistérios e sombras, do que cidadãos da base possam imaginar.
Na verdade é o jogo do poder. Pode mais , quem é o dono do " mais dinheiro."
Porém, o meu foco na verdade, é a posição do Sr.Sarney, continua no poder,continua dando ordens, escrevendo, assinando,mandando,enriquecendo.

Colors,Sarneys,Malufs,Quercias, etc...tudo continua dantes no reino de abrantes

Guilherme Freitas disse...

O governo Collor foi ruim, porque o presidente não sabia nada de governar e não soube controlar/negociar com seus próprios aliados. Collor entrou para a história como um fracasso, apoiado pela mídia e elite. As mesmas que pediram sua cabeça depois. Abraços.

Iúri disse...

Olá Luis,

Não duvido mesmo que o Collor se reeleja caso volte a aparecer na mídia. Já não é senador? Como ele chegou lá depois de tantos escândalos? Essa é a consciência eleitoral do povo brasileiro.

Ótimo artigo!
Abraços.

Susi disse...

É Luiz, brasileiro tem memória curta, O Collor pode sim, arrumar uma brecha e voltar, é só dar uma chance.Por outro lado conheci a família do Lula bem de perto e sei bem quem é o cidadão, mas é complicado falar sobre isso.
As coisas são mais complicadas do que pensamos.

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