segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A balada não começa mais ao som do DJ, se inicia ao som da faca afiada do sushiman.

Um texto enviado por Mendes Rangel, amigo que me enviou para ser publicado aqui no Blog. É uma viagem deliciosa, a balada perfeita hoje, a vida do DJ X e como serão as baladas daqui a dez anos.
19:00 hs.
A noite cai e o movimento no “restô-balada” começa. Nada é mais in no jet-set da night paulistana que sair para jantar japonês e dançar depois na pista do mesmo ambiente.
Os clientes chegam e os pedidos começam: sushi aqui, sashimi ali, temaki acolá. “Mais um sakê, sr? Não obrigado”. Nosso herói, o DJ X, a esta altura ainda esta no transito.
20:00hs
O ambiente começa a esquentar e as primeiras risadas aparecem. A primeira tribo, composta pelos trabalhadores do Brasil, que chegou direto do trabalho já arregaçou as mangas, soltou a gravata e esqueceu do dia pesado. O espaço do restaurante já está 80% cheio. A segunda tribo, composta por casais e namorados, começa a chegar. Alguns pedem vinho. Elegantemente o garçom sugere uma melhor alternativa para acompanhar o tempura. “O sr. já experimentou o sake da casa? Eh excelente!” Nosso DJ herói chega e estaciona Cumprimenta galera na fila. “Tem gente que vem aqui soh por causa dele, diz o namorado”
21:30hs
Chega a terceira tribo, solteiras famintos por descontos. Preferem entrar na balada via restaurante e jantar a pagar tíquete de entrada na disco. Espaço do restaurante já está 100% cheio. Burburinho solto. Muita mulher no ambiente. O “bouncer” ajuda no desequilíbrio, segurando os solteiros do lado de fora...”amigo, abre espaço para a moca ali entrar por favor, diz o leao de chácara”.Desespero das solteiras que já entraram e vêem mais mulher entrando. Nosso DJ começa a testar seu som. Haja botão para controlar; parece um painel de avião; avião não, Airbus, tamanha complexidade da mesa sob seu controle.

23:30hs
Chega a quarta e ultima tribo, jovens homogêneos; é um tal de número três ou quatro em todas as camisas pólo como nunca se viu. Parece que a combinação marca de cavalo e número dá conforto e transmite segurança para azarar noite afora. A catarze embriaga o ambiente. “Garçom, vodka pura por favor” diz o jogador de pólo numero 3.
Nosso herói DJ abre a pista. A música eletrônica domina o “ambiance”. Tem um quê de MPB, Soul, Funk, mas mixado com musica eletrônico. Não existe mais espaço para outros ritmos. Pelo menos aqui não.
Mas ai uma surpresa, nosso herói não esta sozinho; ele eh parte de uma dupla de super herois. Toca ao lado do VJ Y, profissional que responde pelas imagens projetadas nos 3 telões de plasma enormes de altíssima definição do “restô-balada”. Uma imagem para cada musica, evoluções ao vivo. Horas de gravações previas coletando formas, desenhos para projetar imagens em perfeita sintonia com cada musica do DJ X.
E na pista, o povo se mata. O tiroteio começa. Beija aqui, dança apertado ali.
A noite promete. Som e imagem como nunca se viu...
Dez anos depois....
Dezembro de 2020, .São Paulo, SP - Brazil
Master Jockey X discute com equipe planejamento estratégico da noite na disco mais fashion de São paulo. Sob sua responsabilidade cinco profissionais explorando todos os sentidos. DJ (som), VJ (visao), OJ (olfato), TJ (tato) e PJ (paladar). Não eh fácil reger profissionais tão qualificados, mas MJ X se sente preparado para por em pratica os conhecimentos dos dois últimos anos de seu mestrado em orquestra eletrônica.
So what’s going to be tonight? Diz MJ X para sua equipe
What’s next? We think...
Mendes Rangel, securitario, 35 anos.
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2 comentários:

Anônimo disse...

Luizinho, blog ta show!
Abracos, Edu Marchiori

Luan Silva disse...

ta show moleq gostei :)

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