quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Twitter – O marketing dos famosos e seus seguidores

Quem freqüenta há algum tempo o ambiente do twitter, conhece bem as ondas que acontecem com um usuário. Nas primeiras semanas o usuário acredita que está no colégio e precisa ser popular, que sua suposta importância ali é determinada pela quantidade de seguidores que tem. Talvez isso já venha de um vício adquirido na comunidade do Orkut, onde os adolescentes disputam sua popularidade pela quantidade de amigos e que honra é ter um perfil 2, pois o perfil 1 está lotado. Grande coisa.

Já nessa comunidade de 140 caracteres e procurando ser seguido, o iniciante começa a seguir as “personalidades”, na esperança de ser seguido pelos seguidores delas. “Poxa, a Ivete tem mais de 200 mil seguidores, vou seguir e todos vão querer me seguir também!” Dias depois descobre o ledo engano. Em seguida começa a entender dos famosos “scripts” e ganha alguns seguidores. Tudo bem, não importa que eu não os conheça e que eles não tenham nenhuma relevância para mim, pois o que me importa é olhar aquele número ali ao lado direito e não ver um 7 ou 12. Quero pelo menos uns 100. Dias depois descobre que aqueles perfis não lhe agregam nada, sequer enviam uma mensagem ou muitos deles são spams.

Bem, colocada esta dinâmica (meio louca, mas verídica) gostaria de ressaltar o papel dos famosos. Cantores, humoristas, apresentadores, pilotos, enfim, toda uma fauna de conquistadores de ibope descobriu no twitter uma forma de medir sua popularidade via mais este instrumento da net.

Alguns humoristas (ou alguns que estavam em outras carreiras e estão tentando ser) fazem piadas o tempo todo, claro, de forma similar à TV a exposição traz seguidores que enviam segundo a segundo respostas que os deixam confortáveis. Não vou ficar aqui discutindo o conteúdo dessas piadas. Mas tem algumas que quando leio me lembro daquelas “claques de risos” (vocês sabem - aquelas gargalhadas gravadas).

Os apresentadores em sua maioria não “twittam” o tempo todo. Preferem outra técnica. A maioria dá “bom dia gente”, “boa tarde gente” e “estou com sono gente, vou dormir”. Fico imaginando, os fãs devem se deleitar. “Nossa, ele deu boa noite para mim” – os comentários devem ser mais ou menos desse tipo.

Ah sim, também tem o famoso que ainda não entendeu que aquela pergunta “What are you doing?” não faz mais parte do dia a dia do twitter. Então eles narram exatamente o que estão fazendo. “Em Londres, alugando um carro” ou “Em casa, fazendo almoço”. Sinceramente nesse caso não consigo imaginar qual o deleite do fã.

E coitado do fã quando envia uma mensagem para esse “famoso”. Fica ali dando refresh na esperança de ser respondido, ansiando por uma resposta que o fará ficar mais importante no meio twitteiro. Infelizmente a resposta não vem e nenhuma delas virá. Não é essa a intenção do famoso. Não está ali para isso. Ele também mede a sua popularidade pelo número de seguidores. Se estiver tudo bem ele manda ali uma ou outra resposta para alguém que insistiu muito. Só para dizer que faz isso. Ah, claro, se outro famoso falar com ele, aí sim ele responde, quase que no mesmo segundo, pois isso é valoroso no mundo twitteiro, ele vai ganhar mais seguidores.

Voltando ao nosso amiguinho dos primeiros parágrafos veja em que problema ele se meteu. Não consegue seguidores de maneira alguma. Como vai afagar seu desejo de popularidade?

Escrevi o post inteiro para colocar minha opinião sobre relevância. Eu sigo pessoas relevantes, que tem conteúdo, que podem me ajudar (como por exemplo, a @julianassardinha que escreve o Dicas Blogger e me inspirou muito a montar meu Blog ou o @Cardoso, uma pessoa polêmica mas que é muito inteligente e agrega valor ao twitter) e não me importa nem um pouco se essas pessoas que sigo me seguem. Para informação somente 47% das pessoas que sigo me seguem. Não estou nem aí. O que me preocupa mais nisso tudo é que aquele ser que passou pelas experiências aqui narradas um dia se enche e vai embora sem saber que tem muita gente boa para seguir no twitter e muitas conexões com blogs inteligentes e interessantes dessas mesmas pessoas.

Claro que os blogs vão continuar e o twitter também. O problema é que pode virar um “Rotary Club” dos famosos. Nada contra eles, somente a esse processo de marketing que o twitter é uma casa onde eles falam de sua vida. Eu já mudei de canal, não assisto mais (não os sigo, portanto não me torturo com o que dizem).

Falando nisso, “estou com sono gente, vou dormir”

Abraços a todos

@CMPLuis
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