terça-feira, 15 de setembro de 2009

Inclusão digital - a quem interessa



Antes de tudo afirmo que não tenho preconceito nenhum contra pessoas que outrora não podiam acessar a internet e seus recursos. O objetivo deste post é provocar uma discussão saudável sobre a multiplicação de acessos a recursos da internet e suas redes sociais por membros das classes que até pouco tempo eram chamadas de C e D. Acredito que vários especialistas renomados ou não já escreveram aqui o que é inclusão digital (vejam aqui a definição e os projetos de inclusão digital no Brasil http://pt.wikipedia.org/wiki/Inclus%C3%A3o_digital), mas acredito que vale uma discussão sob outro prisma, o dos negócios e das grandes empresas.


Se falamos de negócios e de grandes empresas, estamos falando de aumento de vendas e receitas e também de redução de custos, ou seja, um aumento do lucro das mesmas. Afinal desde que o mundo é mundo, toda revolução tecnológica (mercantil, industrial, etc.) cria uma série de coisas legais, outrora chamadas de invenções, mas que sempre desembocaram na equação citada acima. E o que tem a inclusão digital a ver com isso?

Não preciso aqui falar a quanto tempo existe a internet, como nasceu, etc., mas imaginem uma empresa que foi criada para fabricar um determinado produto, porém seu mercado é infinitamente pequeno. (Exemplo: Ferrari). Durante muito tempo, esse mercado pequeno aceitou pagar caro pelos serviços criados na internet, como sites de informação, de compras, games e outras coisas que você não paga quando vê, mas tinham que assinar um serviço mensal e “artesanal” (lembram das linhas discadas?).

Pois é, o mundo digital ficou grande, foram realizados investimentos desde cabos submarinos, satélites, roteadores, servidores e principalmente mega-investimentos em pesquisa. O mercado cresceu (leia-se o mercado que compra bens e serviços), mas não na velocidade dos investimentos. Para tanto, em minha opinião, o governo brasileiro está dando uma “mãozinha” para nossos amigos empresários, que precisam de um mercado muito maior para a venda de produtos (a net quando vende um pay-per-view também é um produto).

O maior sinal de que a inclusão digital não é por pura pena de nossos governantes daqueles que não tem acesso à cultura e à informação, foi o lançamento a alguns meses do site de compras da Casas Bahia. Esse grupo mercantil que obviamente tem como mercado as classes C e D sabe que agora tem seu público-alvo dentro do mundo digital. Claro que nunca faltou capital à Casas Bahia para produzir um site e montar a rede de distribuição virtual para seus consumidores, mas o principal não estava lá. O consumidor.

Abraços a todos!
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4 comentários:

Guest disse...

Todos sabem q governo nenhum tem "pena" de seus súditos. Governo q tem pena é galo. Nós sustentamos a Coroa para q a Coroa continue alimentando o crescimento do consumo e geremos ainda mais tributos. Uma parte desses tributos ficam no meio do Caminho, na mão de banqueiros e políticos, que propiciam esse consumo, esse investimento, essa anestesia coletiva.

Abçs!!

dizai-claudinha disse...

Pena?
Ninguém faz nada por pena! Nenhum administrador, comerciante, governante é movido por pena e sim por aquilo que é importante para seus negócios!
O comerciante visa o lucro e não há nada de errado nisso. Trabalha para ganhar e não para doar. A caridade não está sendo cogitada aqui! Os governos devem trabalhar da mesma forma, visando o "lucro social". Claro que no meio do caminho há os desvios, os interesses escusos...
Abçs!

S. Levy Lima disse...

"Todos sabem q governo nenhum tem "pena" de seus súditos." (2)

seu banner está no meu blog, quer parceria?

abçs

André disse...

Parabéns pelo blog. Seguindo

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