domingo, 23 de agosto de 2009

O desperdício dos Reality Shows (II)

Pessoal,
Continuando o artigo sobre como os Reality Shows desperdiçam oportunidades de desenvolvimento para jovens talentos vamos falar das provas e do conteúdo das mesmas. Todo programa com esse contexto tem provas de qualificação ou eliminação entre os concorrentes. O que vejo nelas , pelo menos ao serem editadas, é o altíssimo estímulo à competição e pouquíssima atenção aos detalhes que fazem um líder (e seu grupo) ganhar ou perder. Nas edições se mostra muito pouco da preparação para a competição e assistimos muito mais ao esforço físico ou até intelectual dos participantes. Faço ressalva ao programa "O Aprendiz" em que ao menos na sala de reuniões nós podemos ver os ótimos comentários do Walter Longo sobre desempenho de liderança ou de participação em equipe (Não vou comentar o desempenho do Roberto Justus pois é óbvio que ali ele desempenha um papel previamente programado).
Fazendo um paralelo com o mundo real, tentem imaginar um jovem recém formado chegando em seus primeiros dias de trabalho em sua nova empresa. Certamente após assistir um Reality ele será extremamente competitivo, não saberá trabalhar em grupo ou em prol do grupo, vislumbrará mais o resultado final (daqui a 10 anos ser o diretor daquela área e vai fazer o que bem entender para chegar ali, talvez até sendo excluído do quadro de funcionários) do que focará o resultado daquele trabalho em equipe, não aprenderá com os erros e com essas atitudes terá desempenho sofrível em seu grupo de trabalho.
Com uma edição mostrando as reuniões do grupo antes de provas ou consultores analisando o desempenho dos participantes (inclusive a liderança de cada um) o programa poderia ser um exemplo para esse jovem que está assistindo ao programa. Audiência? A audiência depende do consultor, da produção que é feita e com certeza esses programas têm gente competente para atrair pessoas do mercado para manter o "game" atrativo. A prova está no reality "O Aprendiz".
Repito o que disse no #post1 desse artigo, que essa análise não é para os filhos de executivos que podem receber um bom "coaching" em casa, e sim para aqueles que lutaram muito e trabalham em uma lanchonete para pagar seus estudos noturnos. É uma questão de sobrevivência desse jovem no mercado.
Abraços a todos
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