domingo, 23 de agosto de 2009

O desperdício dos Reality Shows (I)

Amigos,
Ontem estreou na Rede Globo a nova edição de "No Limite". Acredito que todos devem saber o quanto custa um programa dessa magnitude , principalmente no horário em que é produzido e fico imaginando o quanto patrocinadores estão investindo nessa produção. Se transportarmos o que acontece em um programa como esse (e como todos os outros reality shows) para o mundo corporativo podem-se observar alguns pontos:
- A seleção dos participantes, as provas (e seu conteúdo) e as eliminações
Para o artigo não ficar muito enfadonho hoje falarei apenas da seleção. Nos próximos dias vou falar dos demais pontos. Façamos um paralelo ao mundo corporativo com a seleção dos participantes e veremos que já de início perde-se a oportunidade didática em se escolher participantes de forma como acontece na vida real. Não, não estou falando das indicações que muitos acreditam ser injustas pois na vida real todos sabemos de um caso de um conhecido que indicou alguem para um cargo, etc.
Estou falando da forma como essa seleção é demonstrada ao grande público na edição. Essa edição poderia privilegiar nossos jovens e prepará-los para dinâmicas de grupo e entrevistas, mostrando o conteúdo das perguntas e respostas. Percebam como por muitas vezes as edições dão mais ênfase às respostas sem ao menos mostrar qual foi a pergunta. Nas escolhas entre grupos a coisa acontece da mesma forma, e novamente não estou querendo demonstrar que por ser um programa de televisão não deve escolher as "bonitas e ergonométricamente perfeitas" afinal no mundo corporativo todos têm também esses exemplos em seus andares. A própria palavra escolha se auto-define, escolher significa preterir algo em favor de outro.
Outra oportunidade perdida é após a seleção se utilizar um especialista ou um consultor em recursos humanos para analisar o desempenho dos candidatos. Onde erraram e onde acertaram. Imaginem quantos jovens recém-formados que por vezes não dispõem em sua família de um pai ou parente com carreira de sucesso para aconselhá-los em como se portar em entrevistas ou dinâmicas de grupos. Desde a roupa que vão usar ou o modo de se expressarem. Com uma análise bem feita de erros de candidatos recusados e acertos de candidatos aprovados o jovem pode ao menos traçar um paralelo, viver virtualmente uma situação real e dela tirar suas conclusões.
Bem , deixo essas idéias para reflexão de vocês e quem sabe o futuro da preparação desses jovens talentos esteja em uma empresa de softwares criar um "gameboy" de entrevistas profissionais ou dinâmicas de grupos- ótima idéia, um simulador!.
Claro que se depender deste humilde blog isso não vai acontecer e nos posts futuros, jovens, principalmente aqueles que não tem um "coach" na família, poderão receber essas "dicas" tão importantes e o Mundo não perderá esses talentos nas primeiras entrevistas.
Abraços a todos!
RSS/Feed: Receba automaticamente todas os artigos deste blog.
Clique aqui para assinar nosso feed. O serviço é totalmente gratuito.

0 comentários:

Postar um comentário

  ©Antropomidia | Licença Creative Commons 3.0 | Template exclusivo Dicas Blogger