segunda-feira, 28 de maio de 2012

Por que a Azul se associou com a Trip ?

A Trip tem pouco mais de 4% do mercado nacional, seus maiores sócios são grupos rodoviários e foi muito cobiçada pela gigante TAM ultimamente, que cogitou comprar 31% dela no ano passado. Na outra ponta deste negócio a Azul, que pertence ao seu fundador David Neelemann e aos fundos de investimento Gávea e TPG e detém quase 10% do mercado. A fusão das duas não envolverá dinheiro, apenas troca de ações. 




Juntas, com mais de 14% do mercado nacional de aviação civil e contando em sua maioria com aviões da embraer, ficam com a terceira posição e atrás somente de TAM e GOL. Esta união pode ser vista por alguns prismas. 


Um deles é o sentimento de que nenhuma das duas gostaria de ser "engolida" por uma das duas maiores. Tanto TAM como GOL tendem a ter um crescimento alavancado até a copa do mundo, uma vez que a GOL está em processo final de aprovação da compra da WebJet e a TAM finaliza sua fusão com o grupo Lan Chile, o que sem dúvidas vai dar mais fôlego para investimento de ambas em detrimento da pouca capacidade para empresas pequenas se alavancarem na mesma velocidade. Isto sigfnificaria perda de mercado.


Outra forma de se observar esta fusão, na qual Neeleman e os acionistas da Azul (fundada em 2008) terão 66,66% da nova empresa mas o presidente que conduzirá a fusão é o atual da Trip, José Caprioli, é que com o crescimento do número de Slots (posições que cada cia. aérea tem em cada aeroporto para pousos e decolagens) devido às obras de infra-estrutura para a Copa do Mundo,  quando se é a terceira do mercado o poder de conquista destas posições fica muito fortalecido.


Como é uma fusão também devemos levar em conta a questão custos e negociações com fornecedores, que é inerente a qualquer fusão entre grandes empresas. 


Assim, é possível prever que as duas cias. ganham com a fusão, e exibe-se um sinal amarelo para as outras concorrentes do mercado regional, como a Avianca. Vamos ver o que acontece no futuro, em um mercado que se concentra cada vez mais, como os bancos nos anos noventa.


Abraços a todos!

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sábado, 12 de maio de 2012

Ciclista Na Contramão Pode?


Em primeiro lugar quero me desculpar com os leitores do blog, afinal são quase três meses sem postar. Por problemas pessoais faltou-me inspiração e tempo para me dedicar a este espaço que tantos de vocês pediram para que continue existindo, o que agradeço aqui de coração. Sim, foi apenas um hiato e vamos em frente.


Hoje observei uma cena típica dos grandes centros, um pai e um filho pequeno andando com suas bicicletas em meu bairro. O que me chamou muito à atenção foi o fato de que os dois trafegavam pela contramão de uma rua de mão única. Parei o carro e perguntei ao pai se ele não tinha medo de que seu filho fosse atropelado andando desta forma e ele , de forma muito simpática e até quase rindo da situação, me disse que é assim mesmo que os ciclistas se comportam pois deste jeito você vê os carros que estão em sua direção e não corre riscos.

Tenho 45 anos e confesso que não sou usuário deste meio de transporte, admiro quem gosta e se esforça para deixar o carro em casa, colaborando com a diminuição da poluição e com um trânsito menos caótico. Mas, assim como em um condomínio, nossa sociedade se organiza através de leis e códigos, para que todos possam ao menos tentar viver de forma coordenada respeitando o direito do outro. Me espanta um ciclista ou vários deles criarem um determinado código que não está no papel e em seu discurso defenderem que continuará assim.  Reflita o que acontecerá se motoristas de carros começarem a inventar seus próprios códigos.

Por outro lado, vejo que essa "tática" de andar na contramão vem da preocupação de que um cliclista não conseguiria se defender de um veículo que venha por trás em alta velocidade. Preocupação válida, mas qual a diferença entre uma bicicleta e uma motocicleta? Por que as motocicletas não começaram a andar na contra-mão também para se defender? Simples, elas têm o espelho retrovisor. E este é um adereço que não vejo nas "bikes".

Não sei se todos sabem, mas até o início dos anos 90 o espelho retrovisor no lado direito dos carros não era obrigatório. E hoje é, porque identificou-se que diversos motoristas faziam conversões para o lado direito ser ter a devida visão de quem poderia estar a seu lado. Fica a minha pergunta, do por que as bicicletas não são obrigadas a ter espelho retrovisor, afinal, se os ciclistas desejam que seus veículos tenham o devido espaço, seus veículos devem ser equipados para que seus usuários tenham segurança. Ou fica feio colocar o espelho?

De qualquer forma, esta é uma briga que tende a se acentuar, e é claro que os motoristas de carros e motos têm a obrigação de respeitar os ciclistas e dar espaço para que andem pelas ruas das cidades. Isto é mais do que óbvio, criar ciclo faixas e punir motoristas que não as respeitam, acabar com a alta ansiedade de motoristas que desejam ultrapassar uma bicileta a qualquer custo, entre dezenas de medidas que nossos governantes devem tomar. 

É uma questão de educação e de regulamentação. Nossos gestores das cidades devem redobrar a atenção a códigos que são criados por conveniência, e regulamentar de vez a utilização deste meio de transporte, pois ver uma criança andando na contramão de uma rua dá a sensação de que o pior ainda está por vir. Espelho retrovisor obrigatório para bicicletas pode ser a primeira medida.

Abraços a todos!
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O Poder do Líder nas Empresas



Tenho certeza de que todos conhecem a frase "Quer conhecer uma pessoa, dê poder ou dinheiro a ela". Em toda minha carreira pude observar um sem número de mudanças de profissionais, para cima e para baixo na hierarquia corporativa. Este exercício de observação permitiu-me detectar quase que automaticamente quem daria certo ao assumir um cargo de liderança, afinal a competência da pessoa já fora comprovada com a promoção mas sua capacidade de liderar e de se relacionar com pares e superiores no novo cargo não.

Mas, para discutir poder, devemos entender o que é isso no mundo corporativo. Em primeiro lugar, ninguém é promovido a dono, portanto o poder adquirido com uma mudança ou promoção é relativo, ou seja, não é total. Até 20 anos atrás esse poder relativo era até maior, um "chefe" mandava embora, contratava, promovia, dava aumento, remanejava. Com o passar dos anos, a relatividade aumentou mais ainda, pois para todas as opções acima hoje em dia esse líder é obrigado a justificar para o diversos escalões os motivos das decisões a respeito de pessoas. Chego a concluir que tamanha relatividade reduziu esse poder a quase zero. 

Ah sim, claro, se você leu este texto e refletiu que este líder tem o poder de "queimar" determinada pessoa, seja com fofocas, mentiras ou sobrecarregando seu trabalho, isso não é poder, é sacanagem mesmo. Daí quem errou foi quem o colocou ali. Em empresas sérias isso não deve ser tolerado. 

Bem, se de um lado temos um poder relativizado e insignificante para um líder  no que tange a gestão de pessoas, por que certas pessoas competentes não conseguem deixar de exalar poder em seus cargos gerando descrédito e baixa produtividade em suas equipes? A resposta está no passado e não nas atitudes presentes desta pessoa. Observe bem e você vai concluir que este líder desejou muito este lugar, trabalhou  e brigou muito por ele. Mas a dimensão de seu sucesso será inversamente proporcional a seu desejo por poder. 

Por um poder que não existe ou é quase zero. E se realmente você quer conhecer uma pessoa, tire o poder dela. E Isso explica o que está acontecendo com executivos hoje em dia, com salários ótimos, bônus fantásticos, benefícios e sempre infelizes. E vaidosos.

Abraços a todos!
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Planejamento para a Inovação - Primeiras Reflexões


Conforme pudemos observar no artigo anterior, uma das grandes obrigações do Endomarketing (além de comunicar que naquele período acontecerá um processo diferente de planejamento, incluindo o processo de inovação) é estimular a reflexão dentro das áreas existentes dentro de uma empresa.

Com o excesso de tarefas e pressão por resultados, sobra muito pouco tempo para reflexão. É óbvio que se o presidente perguntar a todos os gerentes de áreas qual deles não quer participar do processo, fatalmente todos dirão que querem, ou por não querer parecer contrários ao processo ou por querer demonstrar comprometimento. Portanto, a primeira reflexão deve ser feita é se em sua área existe espaço para inovação e essa reflexão deve ser feita e discutida em conjunto com a equipe. Existem áreas em que processos de inovação não se aplicam, simplesmente pela própria natureza da operação. 


Todas as áreas são importantes, senão não existiriam, assim, um líder não deve se achar menos importante por não existir espaço para inovação em sua área. É importantíssimo que esse líder saiba que um projeto inovador deve impactar toda a empresa e não simplesmente sua própria área. É a diferença entre melhora e inovação. Desta forma, o líder pode colocar no planejamento de sua área, por exemplo, um orçamento de compra de 3 novos computadores para maximizar a produtividade, que este ainda continuará sendo um planejamento de melhora e não de inovação.


Em contrapartida, um líder que identifica uma oportunidade de inovação que impactará a empresa e o mercado, deve trabalhar  de forma minuciosa a definir bem os parâmetros de sua proposta, pois a mesma será analisada e até aperfeiçoada, mas em primeiro lugar é necessário que seja entendida. Também é necessário que essa proposta seja bem diferenciada do planejamento regular e de melhorias. O líder não pode de forma alguma misturar os dois e deve deixar isso claro em suas propostas.


Também se faz necessário que entre as diversas áreas de uma empresa exista uma certa uniformidade entre as respostas após as reflexões. Para tanto, no próximo artigo trarei um exemplo de questionário que estimule a reflexão por parte dos líderes e suas equipes. As respostas conceituais sempre serão mais importantes do que o simples trabalho de "input" de um número em uma planilha. No processo observado hoje, o líder colocar um número na planilha e depois tenta justificá-lo (e passa o ano todo justificando ele caso não se concretize). Se houverem respostas conceituais ao questionário, elas já serão o próprio embasamento para aqueles números projetados, e obviamente, caso não exista embasamento, aquele "input" não existirá, o que é muito honesto com o dono da empresa.


Até lá!
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domingo, 5 de fevereiro de 2012

O que eu descobri com sacolas plásticas


Enquanto nos últimos meses de 2011 nossa imprensa "politicamente correta" utilizou seu espaço para crucificar indivíduos como Rafinha Bastos ou divulgar os novos participantes do BBB, a prefeitura de São Paulo aprovou uma lei onde os supermercados estariam proibidos de fornecer as tais sacolas plásticas, correndo "o risco" de levar uma multa de R$ 50 a R$ 50 milhões em caso de não obedecer a lei.


Sustentável? Bela medida? A princípio sim. Realmente parece. Assim como me pareceu que os supermercados e estabelecimentos comerciais viriam com toda a sua ira contra a lei, impregnando nossos tribunais com ações contra a medida, afinal seriam muito prejudicados, pois a prefeitura vai lá e muda uma coisa que há tantos anos vai funcionando bem em nome da sustentabilidade e do meio ambiente?

Eis que a lei entrou em vigor no mês de janeiro em São Paulo. E com isso, comecei a entender como é a vida do cidadão brasileiro e o por quê de muitas vezes nossos políticos, empresários e até a imprensa não gostar de dar voz a esses cidadãos. 

Descobri que, como as "sacolinhas" eram fornecidas gratuitamente pelos supermercados e eles não foram obrigados a dar nada no lugar delas, sua eliminação significou um aumento no lucro deles, afinal vocês acham que algum deles abaixou preços em função de não gastar mais nada com "sacolinhas"? Também descobri que estava errado, nenhum estabelecimento entrou com ação de constitucionalidade contra a lei.

Descobri também, desta vez in loco, fazendo compras com minha mãe, já bastante idosa, que nem para ela sacolinhas são fornecidas. Claro que minha mãe tem o filho que pode "lombar" as caixas de papelão fornecidas pelo supermercado, mas naquele momento fiquei pensando em idosas que vão a estes estabelecimentos de ônibus. Realmente o tal impacto no meio ambiente deve compensar deficientes e idosas carregando suas compras pelo meio da rua ou em ônibus (no belo transporte coletivo de que dispomos). Fico me perguntando que tipo de mãe tem quem teve a bela idéia de propor e aprovar esta lei, e com o que ela trabalha.

Descobri também, que a imprensa faz um papel medíocre no acompanhamento dessa medida. Repórteres se limitam a informar que a lei entrou em vigor e que assim como a lei anti-fumo que começou em São Paulo, as demais cidades do Brasil devem fazer suas lei anti sacolinhas. Fico me perguntando se o fato de supermercados serem anunciantes nos meios de comunicação impedem que existam discussões mais amplas e que se investigue se foi feito um levantamento "custo x benefício" para o povo antes da aprovação do projeto de lei. Acho que acordei de mal humor para pensar isso, não posso estar contra o que é bom para a natureza. Afinal é politicamente correto estar a favor da natureza não importando as consequências.

Descobri também que não houve consulta popular. Assim como não houve quando da implantação da Controlar (empresa que fiscaliza aqui em SP se seu carro polui ou não). Não era melhor e mais democrático? Sei lá, também dá trabalho não é? E provavelmente os políticos que aprovaram a lei e suas mães já sabiam o que o povo iria dizer. Gigantes financeiros lucrando mais, políticos pensando por nós, imprensa calada e povo não participando. Meu humor piorou agora ao lembrar da ditadura que nos assolou por muitos anos. Ainda bem que passou né? Passou?

Por fim, descobri que esta medida gerou desemprego. Sim, o puxa-saco ficou desempregado. Não o ministro ou o técnico de futebol que os meios de comunicação fritaram nesta semana para obter audiência. O puxa-saco que a gente tinha em casa, aquele que a gente enfiava os saquinhos das compras e depois os REUTILIZAVA para o lixo. Será que existem artesões que também vão ficar desempregados pois fabricavam puxa-sacos? Ah,  os políticos, empresários e imprensa devem ter estudado isso e vão nos informar a solução. 

Me ajuda aí !

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Planejamento para a Inovação - O Endomarketing


Já definido que o processo de planejamento tem dois ingredientes, ser de longo prazo e democrático, é preciso que se estimulem mais dois ingredientes, que são as reflexões e a comunicação. Ambas passam pelo chamado "Endomarketing", um processo de comunicação interna que facilita com que informações cheguem aos menores níveis hierárquicos da empresa.


Em minha opinião essa área responsável pelo Endomarketing deve estar ligada diretamente à presidência da empresa, uma vez que, se ligada a outras diretorias ou gerências corre-se o risco, desta área privilegiar sua própria área no processo de reflexão e comunicação. Como veremos mais para a frente, esta área é importantíssima neste processo de planejamento e no acompanhamento e comunicação dos avanços dos projetos. Portanto, o desvio de suas funções para outras que não sejam a comunicação interna pode prejudicar em muito os objetivos da empresa para o futuro.

O processo de comunicação interna começa com o envolvimento de todos os cargos de gestão da empresa. Para tanto, se faz necessária uma reunião ao início do processo, em que se demonstre as necessidades de se ter um planejamento para a inovação (conforme descrito no artigo anterior) com coordenadores de grupo, gerentes, diretores, etc... Essa reunião deve ser conscientizadora e não ditatorial, buscando com que todos possam dirimir suas dúvidas e simplesmente não concordem somente com medo de perder seu emprego.

É claro que não é um processo fácil, mas vencida esta etapa, estes diretores, gerentes e coordenadores serão os multiplicadores e inspiradores dos funcionários no processo de identificação de oportunidades inovadoras ou para crescimento de receitas, corte de despesas desnecessárias ou melhorias operacionais.

Os instrumentos que o endomarketing vai utilizar durante o processo de planejamento para comunicar o processo, estimular a reflexão e a multiplicação de informações podem ser digitais (email, portal interno, etc) ou presenciais (eventos, reuniões, cafés da manhã, etc). Cada empresa tem um modelo de comunicação interna, basta que ela o dedique de forma focada ao processo.

Mesmo já preparados para divulgar o processo a todos os escalões da empresa ainda não estamos prontos para começar. A reflexão e comunicação só terão verdadeiros efeitos na empresa se as pessoas forem organizadas a refletirem sobre os processos que conhecem, de outra forma, vira divagação. Claro que um funcionário da expedição pode ter uma idéia de como melhorar as vendas, mas se todas as idéias de todos a respeito de todas as áreas de uma empresa forem analisadas o processo não acabará, portanto, é necessário que as pessoas sejam estimuladas onde são melhores. 

Cada empresa é dividida em áreas, sejam elas operacionais (fabris), produto (engenharia), institucionais (financeira, jurídica, estoque, etc) e vendas. É óbvio que em cada ramo as empresas se organizam de forma diferente mas o que importa é que cada modelo de reflexão e comunicação devem ser diferenciados a cada área "raiz". Não conseguiremos o mesmo nível de reflexão de um advogado e de um vendedor com a mesma comunicação. A formação de cada um é diferente e devemos partir de modelos diferente, senão estaremos condicionando um advogado a pensar em vendas ou vice-versa.

No próximo artigo mostraremos como estimular as reflexões nas diversas áreas, os prazos para isso e o planejamento regular. Lembrando que é um processo de planejamento, mesmo que preparado para a inovação, existe também o trabalho que essas áreas devem fazer para os anos seguintes a respeito do trabalho que já é feito. Isso nós veremos em breve! 

Abraços a todos!

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