Por que a Azul se associou com a Trip ?
A Trip tem pouco mais de 4% do mercado nacional, seus maiores sócios são grupos rodoviários e foi muito cobiçada pela gigante TAM ultimamente, que cogitou comprar 31% dela no ano passado. Na outra ponta deste negócio a Azul, que pertence ao seu fundador David Neelemann e aos fundos de investimento Gávea e TPG e detém quase 10% do mercado. A fusão das duas não envolverá dinheiro, apenas troca de ações.
Juntas, com mais de 14% do mercado nacional de aviação civil e contando em sua maioria com aviões da embraer, ficam com a terceira posição e atrás somente de TAM e GOL. Esta união pode ser vista por alguns prismas.
Um deles é o sentimento de que nenhuma das duas gostaria de ser "engolida" por uma das duas maiores. Tanto TAM como GOL tendem a ter um crescimento alavancado até a copa do mundo, uma vez que a GOL está em processo final de aprovação da compra da WebJet e a TAM finaliza sua fusão com o grupo Lan Chile, o que sem dúvidas vai dar mais fôlego para investimento de ambas em detrimento da pouca capacidade para empresas pequenas se alavancarem na mesma velocidade. Isto sigfnificaria perda de mercado.
Outra forma de se observar esta fusão, na qual Neeleman e os acionistas da Azul (fundada em 2008) terão 66,66% da nova empresa mas o presidente que conduzirá a fusão é o atual da Trip, José Caprioli, é que com o crescimento do número de Slots (posições que cada cia. aérea tem em cada aeroporto para pousos e decolagens) devido às obras de infra-estrutura para a Copa do Mundo, quando se é a terceira do mercado o poder de conquista destas posições fica muito fortalecido.
Como é uma fusão também devemos levar em conta a questão custos e negociações com fornecedores, que é inerente a qualquer fusão entre grandes empresas.
Assim, é possível prever que as duas cias. ganham com a fusão, e exibe-se um sinal amarelo para as outras concorrentes do mercado regional, como a Avianca. Vamos ver o que acontece no futuro, em um mercado que se concentra cada vez mais, como os bancos nos anos noventa.
Abraços a todos!
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Juntas, com mais de 14% do mercado nacional de aviação civil e contando em sua maioria com aviões da embraer, ficam com a terceira posição e atrás somente de TAM e GOL. Esta união pode ser vista por alguns prismas.
Um deles é o sentimento de que nenhuma das duas gostaria de ser "engolida" por uma das duas maiores. Tanto TAM como GOL tendem a ter um crescimento alavancado até a copa do mundo, uma vez que a GOL está em processo final de aprovação da compra da WebJet e a TAM finaliza sua fusão com o grupo Lan Chile, o que sem dúvidas vai dar mais fôlego para investimento de ambas em detrimento da pouca capacidade para empresas pequenas se alavancarem na mesma velocidade. Isto sigfnificaria perda de mercado.
Outra forma de se observar esta fusão, na qual Neeleman e os acionistas da Azul (fundada em 2008) terão 66,66% da nova empresa mas o presidente que conduzirá a fusão é o atual da Trip, José Caprioli, é que com o crescimento do número de Slots (posições que cada cia. aérea tem em cada aeroporto para pousos e decolagens) devido às obras de infra-estrutura para a Copa do Mundo, quando se é a terceira do mercado o poder de conquista destas posições fica muito fortalecido.
Como é uma fusão também devemos levar em conta a questão custos e negociações com fornecedores, que é inerente a qualquer fusão entre grandes empresas.
Assim, é possível prever que as duas cias. ganham com a fusão, e exibe-se um sinal amarelo para as outras concorrentes do mercado regional, como a Avianca. Vamos ver o que acontece no futuro, em um mercado que se concentra cada vez mais, como os bancos nos anos noventa.
Abraços a todos!
















